Muitas pessoas adiam durante anos aquilo que demora menos de uma hora. Um teste auditivo completo é simples, indolor, não invasivo e, na maioria dos centros auditivos, gratuito. Saber exatamente o que esperar ajuda a desfazer o receio e a dar o passo.
Tudo começa com uma conversa. O audiologista quer conhecer o seu historial: se trabalhou em ambientes ruidosos, se tem zumbidos, se há casos de perda auditiva na família, que dificuldades sente no dia a dia. Esta anamnese orienta todo o resto da avaliação.
Segue-se a observação do ouvido com um otoscópio, um pequeno instrumento com luz que permite ver o canal auditivo e o tímpano. Este passo despista causas simples e tratáveis, como um rolhão de cera, que por si só pode explicar uma perda de audição.
O exame central é a audiometria tonal. Numa cabine silenciosa, com auscultadores, vai ouvir sons de diferentes frequências e intensidades e assinalar sempre que os ouve, por mais fracos que sejam. O resultado é o audiograma, um gráfico que mostra, frequência a frequência, o limiar mínimo que cada ouvido consegue captar.
No final, o profissional explica os resultados com clareza: se a audição está dentro dos padrões normais, se existe perda e de que grau, e quais os caminhos possíveis. Na PHILIPS Soluções Auditivas de Entrecampos em Lisboa, os rastreios são gratuitos.
Porque não deve adiar? Porque a perda auditiva não tratada não é neutra. Está associada a isolamento social, fadiga, maior risco de quedas e, como mostra a investigação recente, a um risco acrescido de declínio cognitivo. E porque o cérebro “desaprende” de ouvir: quanto mais tempo passa sem estímulo, mais difícil e mais lenta é a adaptação a qualquer solução futura.
A recomendação geral é simples: a partir dos 50 anos, faça um teste auditivo de referência, mesmo sem queixas, e repita-o com regularidade anual. Trate a audição como trata a visão ou a tensão arterial: com avaliações periódicas, sem drama e sem adiamentos.