Mitos e verdades sobre aparelhos auditivos

Poucos dispositivos de saúde carregam tantas ideias feitas como os aparelhos auditivos. Muitas dessas ideias tinham fundamento há trinta anos, mas hoje afastam as pessoas de uma solução que lhes mudaria a vida. Vale a pena separar os mitos das verdades.

“Os aparelhos auditivos são só para pessoas muito velhas.” Mito. A perda auditiva pode surgir em qualquer idade, por exposição ao ruído, genética, infeções ou medicamentos. A OMS estima que mais de mil milhões de jovens estão em risco de perda auditiva por hábitos de escuta pouco seguros. Esperar até a perda ser severa só torna a adaptação mais difícil.

“Vão fazer-me parecer velho.” Mito, e cada vez mais desatualizado. Os modelos atuais são minúsculos, muitos praticamente invisíveis dentro do canal auditivo. E há uma ironia neste receio: pedir constantemente para repetirem e responder fora de contexto envelhece muito mais a imagem de alguém do que um dispositivo discreto atrás da orelha.

“Basta usar aparelho num ouvido.” Na maioria dos casos, mito. Quando há perda nos dois ouvidos, usar dois aparelhos é o que permite localizar a origem dos sons e compreender a fala em ambientes ruidosos. Ouvimos com o cérebro, e o cérebro foi feito para receber som dos dois lados.

“O aparelho devolve a audição normal.” Mito, e é importante dizê-lo com honestidade. Nenhum aparelho restaura a audição de origem. O que faz é aproveitar ao máximo a audição que resta, com processamento inteligente que privilegia a fala e reduz o ruído. Para a esmagadora maioria dos utilizadores, a diferença na vida diária é, ainda assim, transformadora. Na PHILIPS Soluções Auditivas de Entrecampos, em Lisboa temos muitos clientes que sentiram a sua vida mudar para muito melhor.

“Se esperar mais uns anos, não perco nada.” Mito perigoso. O cérebro desabitua-se de processar os sons que deixa de receber, um fenómeno chamado privação auditiva. Quanto maior a espera, mais longa e difícil é a adaptação. A investigação recente acrescenta um argumento de peso: a perda auditiva não tratada está associada a maior risco de isolamento e de declínio cognitivo.

“Vou ter de mexer em pilhas minúsculas e a manutenção é complicada.” Hoje, mito. Os modelos recarregáveis carregam durante a noite como uns auriculares comuns, e os cuidados diários resumem-se a uma limpeza simples. A verdade final é uma só: quem experimenta com acompanhamento adequado raramente volta atrás.

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