A presbiacusia é o nome técnico da perda auditiva relacionada com a idade, e é uma das condições crónicas mais comuns do envelhecimento. Segundo os institutos de saúde norte-americanos, cerca de uma em cada três pessoas entre os 65 e os 74 anos tem perda auditiva, e a proporção aproxima-se de metade a partir dos 75. Perceber porque acontece ajuda a lidar melhor com ela.
Dentro do ouvido interno, na cóclea, existem milhares de células ciliadas, estruturas microscópicas que transformam as vibrações sonoras em sinais elétricos para o cérebro. Estas células são um recurso finito: nascemos com um número limitado e, ao contrário de outras células do corpo, não se regeneram. Com o passar das décadas, o desgaste natural, a exposição acumulada ao ruído, a genética e fatores vasculares vão danificando estas células de forma irreversível.
A presbiacusia tem um padrão típico: começa pelas frequências agudas. É por isso que os primeiros sinais são tão característicos: dificuldade em perceber consoantes como o “s”, o “f” e o “t”, vozes femininas e infantis que parecem menos claras, e a sensação frustrante de “ouço falar, mas não percebo o que dizem”, sobretudo com ruído de fundo. O volume global do mundo parece igual, mas a nitidez desaparece.
É também uma perda simétrica e gradual, que avança ao longo de anos. Essa lentidão é traiçoeira: dá tempo ao cérebro para se habituar e à pessoa para desenvolver estratégias de compensação, como ler os lábios ou adivinhar pelo contexto. Quando a família insiste que “há um problema”, ele geralmente já existe há muito tempo.
Sendo natural, a presbiacusia não é, no entanto, inevitável ao mesmo ritmo para todos. Proteger os ouvidos do ruído ao longo da vida, controlar a tensão arterial e a diabetes e não fumar são fatores que a investigação associa a uma progressão mais lenta.
E quando a perda se instala, há solução. A presbiacusia não tem cura, mas responde muito bem aos aparelhos auditivos da PHILIPS, sobretudo quando adaptados cedo, enquanto o cérebro mantém a ginástica de processar todas as frequências. A partir dos 50 anos, um teste auditivo regular é a forma mais simples de acompanhar esta evolução e agir no momento certo.