Aparelhos auditivos hoje: mais discretos do que imagina

Quando muitas pessoas pensam em aparelhos auditivos, imaginam ainda os dispositivos volumosos e cor de pele que os avós usavam há trinta anos. A realidade atual não podia ser mais diferente. Os aparelhos auditivos modernos são computadores em miniatura, e muitos modelos são praticamente invisíveis quando colocados.

Os estudos internacionais mostram que, em média, as pessoas esperam entre sete a dez anos desde que notam os primeiros sinais de perda auditiva até procurarem ajuda. Uma das razões mais apontadas é a estética e o receio de “parecer mais velho”. É uma preocupação compreensível, mas baseada numa imagem que já não corresponde à tecnologia atual.

Hoje existem essencialmente duas grandes famílias de aparelhos discretos. Os modelos intra-auriculares, conhecidos pelas siglas ITC e CIC, são feitos por medida e ficam alojados dentro do canal auditivo, tornando-se quase impercetíveis a quem olha de frente. Os modelos retroauriculares de recetor no canal, os chamados RIC, colocam um corpo minúsculo atrás da orelha, ligado por um fio quase invisível, e estão disponíveis em tons que se confundem com o cabelo ou a pele.

A miniaturização não sacrificou o desempenho, pelo contrário. Os aparelhos atuais processam o som milhares de vezes por segundo, reduzem automaticamente o ruído de fundo, focam-se na voz de quem está à sua frente e adaptam-se sozinhos a diferentes ambientes, seja uma sala silenciosa ou um restaurante cheio. Muitos ligam-se por Bluetooth ao telemóvel e à televisão, funcionando também como auriculares sem fios de alta qualidade.

Há ainda um argumento que vale a pena considerar: o que é realmente mais visível? Um aparelho minúsculo atrás da orelha, ou pedir constantemente para repetirem, responder fora de contexto e afastar-se das conversas? Para a maioria das pessoas que dá o passo, a resposta torna-se óbvia nas primeiras semanas de uso.

O melhor caminho é experimentar.

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