As quedas são uma das principais causas de lesões graves nos adultos mais velhos, e a lista de fatores de risco conhecidos é longa: visão, medicação, força muscular, obstáculos em casa. Há, porém, um fator menos falado e cada vez mais documentado pela ciência: a audição.
Um estudo da Universidade Johns Hopkins, conduzido pelo investigador Frank Lin e publicado em 2012, analisou dados de milhares de adultos e chegou a um resultado impressionante: mesmo uma perda auditiva ligeira, de cerca de 25 decibéis, estava associada a praticamente o triplo do risco de quedas, e o risco aumentava com o grau de perda. Estudos posteriores têm confirmado esta associação de forma consistente.
Como se explica esta ligação? O primeiro mecanismo é anatómico: o ouvido interno alberga, lado a lado, a cóclea, responsável pela audição, e o sistema vestibular, responsável pelo equilíbrio. Partilham a mesma irrigação sanguínea e os mesmos processos de envelhecimento, pelo que a degradação de um acompanha frequentemente a do outro.
O segundo mecanismo é cognitivo. Manter o equilíbrio não é automático: exige atenção. Quando o cérebro gasta uma fatia desproporcionada dos seus recursos a decifrar sons degradados, sobra menos capacidade para monitorizar a postura, o piso e os obstáculos. Os investigadores chamam-lhe carga cognitiva, e é a mesma razão pela qual ouvir mal cansa tanto.
O terceiro mecanismo é a consciência do espaço. A audição funciona como um radar permanente: informa-nos de quem se aproxima por trás, do carro que vem na rua, do aviso de alguém. Quem ouve mal perde parte deste alarme natural e reage mais tarde ao que o rodeia.
A investigação recente acrescenta um dado encorajador: vários estudos sugerem que o uso de aparelhos auditivos está associado a melhor estabilidade e a menor risco de quedas em pessoas com perda auditiva, provavelmente por devolverem ao cérebro informação sonora do ambiente e libertarem recursos de atenção.
A conclusão prática para as famílias é simples: na prevenção de quedas de um pai ou de uma mãe, o teste auditivo merece lugar na lista, ao lado da consulta de oftalmologia e da revisão da medicação. Ouvir bem também é uma questão de segurança. Venha à PHILIPS Soluções Auditivas de Entrecampos, em Lisboa fazer um rastreio gratuito com os seus familiares!