Quase toda a gente já sentiu os ouvidos “tapar” na descolagem de um avião, numa viagem de carro na serra ou ao mergulhar numa piscina. Na maioria das vezes é um incómodo passageiro, mas compreender o que se passa ajuda a evitar as situações em que o desconforto se transforma em dor ou em lesão, o chamado barotrauma.
O protagonista desta história é a trompa de Eustáquio, um pequeno canal que liga o ouvido médio à parte de trás do nariz. A sua função é igualar a pressão dos dois lados do tímpano. Quando a pressão exterior muda depressa, como num avião a descer, a trompa precisa de abrir para deixar entrar ou sair ar. Se abre bem, sentimos o familiar “clique” e tudo volta ao normal. Se está bloqueada, o tímpano é empurrado, e surgem a pressão, a dor e a audição abafada.
Os truques para ajudar a trompa a abrir são simples e eficazes: engolir, bocejar, mastigar pastilha elástica ou chupar um rebuçado, sobretudo na descida do avião, que é a fase mais crítica. A manobra de Valsalva, que consiste em tapar o nariz, fechar a boca e soprar suavemente, também funciona, mas deve ser feita com delicadeza, sem forçar. Com bebés, dar de mamar ou o biberão durante a descida cumpre a mesma função.
O maior fator de risco é voar constipado, com sinusite ou com uma crise alérgica, porque a inflamação bloqueia a trompa. Se a viagem for inadiável, um descongestionante cerca de meia hora antes da descida pode ajudar, idealmente com aconselhamento prévio do médico ou farmacêutico, e há tampões de pressão específicos para voos, à venda em farmácias, que suavizam a variação. Com uma otite ativa, o ideal é mesmo adiar o voo se possível.
No mergulho, as variações de pressão são muito maiores e mais rápidas do que na aviação, e a equalização deixa de ser um truque de conforto para ser uma regra de segurança: equalizar cedo e frequentemente na descida, nunca forçar contra a dor, e nunca mergulhar constipado. A dor que não passa, a perda de audição, o zumbido ou as tonturas após um voo ou um mergulho justificam sempre avaliação médica, pois podem indicar um barotrauma com lesão do tímpano ou do ouvido interno.
Na PHILIPS Soluções Auditivas de Entrecampos, em Lisboa sugerimos estes cuidados simples, pois os ouvidos acompanham qualquer viagem. Eles agradecem que os deixe “destapar” a tempo.