Os aparelhos auditivos viveram, na última década, uma revolução tecnológica comparável à dos telemóveis. O que era um simples amplificador de som os aparelhos vendidos pela PHILIPS Soluções Auditivas de Entrecampos, em Lisboa, são hoje dispositivos inteligentes que processam o ambiente em tempo real, comunicam com o telemóvel e se adaptam sozinhos à vida de quem o usa.
A conectividade Bluetooth é talvez a mudança mais visível. Os aparelhos atuais ligam-se diretamente ao telemóvel, ao tablet e a muitas televisões, transmitindo chamadas, música, podcasts e o som dos programas diretamente para os ouvidos, com o som ajustado à perda auditiva específica de cada pessoa. Na prática, funcionam também como auriculares sem fios de alta qualidade, e atender uma chamada num ambiente ruidoso torna-se muito mais fácil, porque a voz chega limpa aos dois ouvidos.
As aplicações móveis deram ao utilizador um controlo que antes só existia no gabinete do audiologista. A partir do telemóvel é possível ajustar o volume de forma discreta, mudar de programa consoante o ambiente, verificar o estado da bateria e até localizar um aparelho perdido. Muitas marcas oferecem ainda assistência remota: o audiologista pode afinar a programação à distância, sem necessidade de deslocação ao centro.
As baterias recarregáveis resolveram uma das queixas mais antigas dos utilizadores: as pilhas minúsculas e difíceis de manusear. Os modelos recarregáveis atuais usam baterias de iões de lítio que garantem um dia inteiro de uso com uma carga noturna, num carregador que funciona como o estojo de uns auriculares comuns. Para quem tem menos destreza nas mãos, é uma diferença enorme no dia a dia.
O processamento de som também deu um salto com a inteligência artificial. Os aparelhos de gama atual analisam o ambiente milhões de vezes por segundo, distinguem fala de ruído, reduzem automaticamente o barulho de fundo e focam a amplificação na voz de quem está à frente. Alguns modelos detetam quedas e enviam alertas a contactos de confiança, e outros contam passos e monitorizam atividade, aproximando-se dos relógios inteligentes.
Tudo isto tem um objetivo simples: fazer com que a tecnologia desapareça e sobre apenas o essencial, ouvir bem, com naturalidade e sem esforço. Vale a pena conhecer estas novidades ao vivo num centro auditivo, porque a distância entre a ideia antiga de “aparelho” e a realidade atual é, hoje, enorme.