Cera nos ouvidos: o que fazer e os erros a evitar

A cera dos ouvidos, tecnicamente chamada cerúmen, tem má fama injusta. Não é sinal de falta de higiene: é um mecanismo de proteção natural. Produzida por glândulas no canal auditivo, a cera lubrifica a pele, captura pó e microrganismos e cria uma barreira ácida que dificulta infeções. Na maioria das pessoas, o ouvido limpa-se sozinho: os movimentos da mandíbula ao falar e mastigar empurram lentamente a cera para fora, onde seca e cai sem darmos conta.

O problema surge quando a cera se acumula e forma um rolhão. Os sinais são conhecidos: sensação de ouvido tapado, audição abafada de um lado, zumbido, comichão ou até tonturas ligeiras. É uma das causas mais comuns, e mais facilmente tratáveis, de perda auditiva temporária, e também um motivo frequente de mau funcionamento dos aparelhos auditivos, cujos utilizadores tendem a acumular mais cera.

E aqui chegamos ao erro número um: os cotonetes. Apesar de estarem em quase todas as casas de banho, os cotonetes não removem a cera, empurram-na. Uma parte sai agarrada ao algodão, mas a maior parte é compactada contra o fundo do canal, agravando o rolhão e podendo até lesionar o tímpano. As sociedades de otorrinolaringologia são unânimes: nada deve entrar no canal auditivo, nem cotonetes, nem ganchos, nem chaves.
A regra popular diz tudo: no ouvido, nada mais pequeno do que o cotovelo.

Outro erro a evitar são as chamadas velas de ouvido, populares em algumas lojas de bem-estar. Os estudos mostram que não removem cera nenhuma e que os resíduos encontrados na vela são da própria vela. Pior: há registos de queimaduras e perfurações do tímpano associados ao seu uso.

Então o que fazer? Para a higiene normal, basta lavar o pavilhão da orelha, a parte exterior, com água e sabão, e secar bem. Se sentir acumulação, pode amolecer a cera com algumas gotas de produtos próprios de farmácia ou soro fisiológico durante alguns dias. Se os sintomas persistirem, o caminho certo é um profissional de saúde, que remove o rolhão em minutos, de forma segura, por irrigação ou instrumentos adequados.

Em resumo: a cera é amiga, o exagero é que não. Deixe o ouvido fazer o seu trabalho e reserve as intervenções para quem sabe. Venha à PHILIPS Soluções Auditivas de Entrecampos, em Lisboa e o nosso técnico com ajuda do vídeo-otoscópio mostra-lhe como está o seu canal auditivo.

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