Ouvir só de um lado: o que saber sobre a perda auditiva unilateral

Quando a perda de audição afeta apenas um ouvido, é tentador desvalorizar: “tenho o outro, safo-me bem”. A realidade de quem vive com perda auditiva unilateral conta uma história diferente, e compreendê-la ajuda a explicar porque vale a pena tratar mesmo quando um dos ouvidos funciona na perfeição.

O nosso sistema auditivo foi desenhado para trabalhar em estéreo. É a comparação entre o que chega aos dois ouvidos, em tempo e em intensidade, que permite ao cérebro localizar a origem dos sons: saber de onde vem o carro, quem falou na mesa, de que lado chamaram o nosso nome. Com um só ouvido funcional, esta capacidade fica seriamente comprometida, o que gera situações desconfortáveis e, na rua ou na estrada, verdadeiros riscos de segurança.

Há ainda o chamado efeito sombra da cabeça: os sons que vêm do lado do ouvido afetado têm de contornar fisicamente a cabeça para chegar ao ouvido bom, perdendo intensidade e clareza pelo caminho, sobretudo nas frequências agudas da fala. Na prática, quem ouve de um só lado escolhe estrategicamente o lugar à mesa, roda o corpo nas conversas e esgota-se em ambientes ruidosos, porque perde o benefício natural de separar a fala do ruído que os dois ouvidos proporcionam.

As causas da perda unilateral são variadas: surdez súbita não tratada, infeções, traumatismos, doença de Ménière, malformações presentes desde a infância ou, mais raramente, um neurinoma do acústico, um tumor benigno do nervo auditivo. Por este motivo, uma perda claramente assimétrica deve ser sempre avaliada por um médico otorrinolaringologista, que poderá pedir exames complementares para excluir causas específicas.

A boa notícia é que existem soluções para praticamente todos os cenários e a PHILIPS Soluções Auditivas de Entrecampos, em Lisboa pode ajudar. Quando o ouvido afetado mantém audição aproveitável, um aparelho auditivo convencional resolve. Quando a perda é profunda e o aparelho já não ajuda, os sistemas CROS e BiCROS captam o som do lado “surdo” e transmitem-no sem fios para o ouvido bom, devolvendo o acesso às conversas desse lado. Em casos selecionados, os implantes de condução óssea ou o implante coclear são opções a discutir com a equipa médica.

Ouvir de um lado só não é “meio problema”: é um problema inteiro, com soluções concretas. Uma avaliação especializada é o primeiro passo para as conhecer.

Preocupado com a sua audição ou a de um familiar?

Faça o teste auditivo online gratuito — leva apenas alguns minutos e é sem compromisso.